quinta-feira, 16 de julho de 2009

Picinguaba: pousada charmosa em área de preservação ambiental



Uma pousada charmosa, em local privilegiado, com atendimento acolhedor e uma gestão totalmente sustentável. A melhor opção para quem procura lazer com responsabilidade ambiental e social.

“Alguém na praia me falou que tinha um lugar onde era possivel dormir. Não tinha luz, apenas uma cama rústica e chovia dentro do quarto. Ao acordar, me deparei com a vista e disse ‘é aqui que eu vou ficar’. No outro dia decidi comprar a pousada.”, conta Emannuel Rengade, proprietário da Pousada Picinguaba, sobre a primeira vez que esteve na paradisíaca praia de Picinguaba, em Ubatuba / SP, e conheceu sua futura pousada, em 2001. Naquela época, o empreendimento estava quase fechado e precisava de muitas reformas.

O trabalho de recuperação da pousada foi longo e muito cuidadoso. Nada foi alterado, uma vez que Picinguaba está dentro de uma área de preservação ambiental. Foram pequenas reformas, capazes de trazer à tona o charme de uma construção estilo colonial. O bom gosto e a simplicidade estão presentes na decoração, inspirada na arquitetura colonial portuguesa e na arte dos índios da Amazônia. Diversas obras de artistas brasileiros estão cuidadosamente expostas pela pousada. Após sete anos de funcionamento, os 10 quartos continuam sem aparelhos de TV, telefones, ar-condicionado e internet, preservando o espírito do local e contribuindo para um menor consumo de energia elétrica. A suíte nupcial é equipada com uma jacuzzi e tem vista panorâmica para a baía de Picinguaba.

A pousada conta com 25 funcionários, que se revezam entre as funções de atendimento e apoio ao hóspede. Praticamente todos são moradores da vila e recebem treinamento em hotelaria e línguas estrangeiras, uma valiosa oportunidade de iniciação no mercado de trabalho, com importante base profissional e cultural. Os postos de trabalho são mantidos mesmo durante a baixa temporada, reforçando o compromisso da Pousada Picinguaba com o desenvolvimento social da região. De todo o grupo de colaboradores, apenas o chef e também gerente-geral Humberto Guimarães, que tem passagem por importantes restaurantes do Brasil e de Paris, além de duas gerentes de recepção não são moradores do local. A pousada também recebe estagiários estrangeiros, vindos das melhores escolas européias para aprender um pouco sobre a cultura e o turismo brasileiro, e dar um importante apoio no atendimento aos hóspedes estrangeiros em Picinguaba.

Diversas opções de lazer e relaxamento são oferecidas pela pousada, que conta com uma piscina, sauna com vista para a Mata Atlântica, cinemateca, apresentações musicais, drinks e sucos com frutas nativas, dentre outras opções. Nos arredores, os hóspedes encontram diversas atividades, seja nas praias de Picinguaba ou em visitas à Paraty, Rota do Ouro, passeios de escuna por Ilha Grande e região, tudo proporcionado por guias da pousada. Depois de um dia cheio de atividades, o hóspede ainda pode receber uma massagem no deck da piscina enquanto aprecia a vista do pôr-do-sol e da Baía de Picinguaba.

A sofisticação e charme da pousada, aliadas ao serviço extremamente acolhedor e eficiente que faz com que os hóspedes sintam-se em casa, rendeu à pousada a inclusão no livro Hip Hotels Atlas 2005, da editora inglesa Thames & Hudson, uma espécie de guia que destaca os 80 hotéis mais descolados e extraordinários do mundo, além de inúmeras publicações internacionais em Paris, Londres e Nova York, como The Independent, Vogue, Tatler, Times, Elle, Marie-Claire, entre outras.

O compromisso da Pousada Picinguaba vai além de oferecer boa acomodação e atendimento diferenciado. Desde a sua concepção, tudo foi planejado considerando os aspectos econômicos, sociais e ambientais do negócio. O desafio de recrutar apenas funcionários oriundos da Vila de Picinguaba, a preferência por fornecedores locais, por meio da compra de praticamente toda a produção orgânica, de pesca e outros produtos diretamente dos moradores, são práticas que almejam a prosperidade e a geração de renda para a região. O que hoje é uma tendência de mercado e começa a ser motivo de preocupação para muitos empreendores, sempre foi a visão de Emmanuel e o modelo de negócio da Pousada Picinguaba. O empresário acredita que incorporando na pousada práticas sustentáveis, irá contribuir diretamente para o desenvolvimento das pessoas e a preservação do local.

Dentro desse modelo responsável de negócio, foram estabelecidas medidas que aproximam o impacto ambiental da pousada ao nível zero e também facilitam a sensibilização e conscientização da população local para a preservação. A água que é usada na piscina vem de fontes naturais e o esgoto é tratado dentro da pousada por meio de uma fossa séptica. Os produtos de limpeza são todos biodegradáveis. Todas as garrafas são de vidro e retornáveis. O óleo usado na fritura não é descartado, e sim reaproveitado na confecção do sabão usado internamente. O lixo orgânico vai para a compostagem, processo que é sempre acompanhado por alguns moradores e algumas vezes pelos hóspedes, como forma de sensibilização e treinamento. A parte do lixo reciclável que não pode ser reaproveitada dentro da própria pousada é vendida em Ubatuba para ter certeza que será reciclada. O pouco que resta dos resíduos é levado diretamente aos aterros sanitários e a pousada toma o cuidado de não utilizar a lixeira central dos moradores, instalada na entrada da vila.

Seguindo esse modelo de gestão responsável, recentemente Emannuel expandiu os negócios, adquirindo uma fazenda histórica em São Luís do Paraitinga/SP, junto com investidores europeus. A Fazenda Santa Helena será um empreendimento hoteleiro totalmente sustentável e desenvolverá uma agricultura orgânica para abastecer os dois hotéis. A idéia é proporcionar aos hóspedes duas versões diferentes de lazer, a praia e o campo, mas com a mesma preocupação ecológica e social.

O site da Pousada Picinguaba apresenta informações sobre a praia, a pousada, suas tarifas e pacotes, além de dicas para turistas estrangeiros: [www.picinguaba.com].

ONG auxilia na conscientização dos moradores - Com as práticas estabelecidas na Pousada Picinguaba, o desafio passou a ser a conscientização dos moradores da região em torno da importância de se preservar o local. Assim, em janeiro de 2008, Emmanuel concentrou todos os seus esforços para a criação de uma ONG, a APIS (Associação Picinguaba Sustentável). O trabalho iniciou-se com ações para mobilizar a comunidade, em princípio com projetos de educação ambiental em torno de soluções para saneamento e destinação de resíduos sólidos produzidos na Vila, além de atividades visando promover a cultura caiçara. [Site: http://www.apis-brasil.org ]

O empreendedor da Vila de Picinguaba - Todos conhecem Emmanuel Rengade na pequena Vila de Picinguaba. Quem não trabalha diretamente para a sua pousada, fornece algum tipo de serviço ou produto ou, ainda, tem algum parente que o faz. O francês, ou Manu, como é conhecido pelos moradores da região, foi o responsável por algumas mudanças fundamentais na pacata praia do litoral norte paulista. A mais importante delas: impedir a exploração predatória do local.

A nova Pousada Picinguaba trouxe desenvolvimento social e visibilidade internacional para o local, melhorando a qualidade de vida dos moradores por meio da geração de renda e sem causar nenhum impacto ambiental. Os projetos conduzidos por Emmanuel na Vila de Picinguaba ainda tem contribuído sensivelmente para uma melhoria contínua da preservação ecológica do local.

Economista, nascido na região da Borgonha, na França, Emmanuel teve uma rápida ascensão profissional e atingiu sucesso na carreira bastante jovem. Aos 30 anos de idade, enquanto trabalhava para uma multinacional de energia elétrica em Londres, esteve no Brasil e pôde viajar um pouco pelo litoral paulista, passando uma tarde na Praia de Picinguaba. Com o cair da noite e impossibilitado de voltar no mesmo dia, foi orientado pelos moradores a buscar hospedagem em uma velha pousadinha no alto da vila. Foi paixão a primeira vista. Quinze dias mais tarde, Emmanuel já era o novo proprietário da pousada e abandonava de vez o terno e a gravata por um novo estilo de vida. Sua motivação? A liberdade e a vontade de unir natureza e trabalho, coisas que para ele combinam muito bem. Fonte: Portal Fator Brasil





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